segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Beth Gibbons & Rustin Man

Beth Gibbons, inglesa, nascida em janeiro de 65, vocalista de uma das maiores bandas de Trip Hop do cenário britânico, Portishead, além dos vocais na banda também escreve as letras.
Paul Douglas Webb, ingles, nascido em janeiro de 62, musicista e produtor, baixista da banda Talk Talk de 1981 a 1988, em 90 formou com Lee Harris, baterista do Talk Talk a banda .O. Rang e no início dos anos 2000 adotou o nome de Rustin Man.
Em 2002 Gibbons e Rustin Man juntaram - se para lançar um grande trabalho, o álbum Out of Season.
Tal projeto antes do seu lançamento foi chamado como o álbum solo da Beth Gibbons e foi muito aguardado pela crítica e público, porém é óbvio que os méritos nao são exclusivamente dela, pois o álbum além de produzido por ambos, conta com instrumentos de corda, pianos e instumentos de sopro, especialidades de Webb.
É fato que há um "q" de Portishead pois o álbum é cheio de canções melancolicas e tristes, porém ao mesmo tempo é diferente pois nao temos aqui os "scratches" e as batidas eletrônicas que estamos acostumados com Portishead, ao contrário... Out of Season, como o próprio nome ja diz é totalmente fora desta época... nós faz viajar como se estivessemos ouvindo um vinil antigo de jazz, bem ao estilo "Nina Simone" mas com a melancolia característica do vocal de Gibbons, é prazeiroso ouvi-lo especialmente em dias nublados e chuvosos.
Resumindo... o álbum possui um lindo trabalho de cordas e pianos que casam perfeitamente com os vocais e a produção que nos transporta realmente para outra época... no entanto uma época desconhecida.... analogia de louco?... pode ser, mas é assim que eu me sinto ao ouvir esse magnífico álbum.
Como todos os outros, esse post nao foi diferente... a dificuldade de escolher uma música boa para colocar o video. Optei em deixar o video da Tom The Model, a mais agitada do álbum... porém não menos melancólica.
Espero que gostem

Eduardo F.

sábado, 14 de agosto de 2010

Rock Criativo - Parte 3 - WEEZER



Falar de Weezer é prazeroso, honroso, para quem conhece sabe porque falo isso, quem não conhece, fica aqui a oportunidade, nunca é tarde para conhecer essa banda.
O Weezer é uma banda americana de Los Angeles, foi formada oficialmente em 1993 e já no meio da gravação do primeiro álbum, uma conturbada troca de membros acontece, o que provocou até a regravação de parte do que já havia sido gravado. Problemas resolvidos, em maio de 1994 o disco “The Blue Álbum” ou “Weezer” é lançado, sucesso total, uma das principais músicas desse disco “Buddy Holly” foi muito bem quista, em 1996 lançam o “Pinkerton”, um fracasso de venda se comparado ao primeiro, mas se recomporiam em 2000 quando lançam “The Green Album”, segue-e então projeto de sucesso do Weezer, lotando shows e vendendo bem seus tickets e discos.
O curioso sobre o Weezer, é que os rapazes não tinham nada de “Roqueiros” no sentido mais radical da palavra, eram garotos tímidos, que escutavam suas músicas, tocavam despretensiosamente, estudavam e assistiam TV, ou seja, garotos normalíssimos. Mas dentre o que ouviam quando garotos, fortes e boas influências fizeram grande diferença no desenho do estilo do Weezer, bandas como Kiss e Pixies são facilmente percebidos na sonoridade do Weezer.
Acerca do propósito desse terceiro e último post que intitulei de “Rock Criativo”, essa banda sem dúvidas não deixa de ser, um som inspirado um pouco nos anos 60, um pouco dos anos 70 aliados a vídeos clipes muito bem produzidos e bem criativos, não resta dúvidas para quem já conhece, e não ficará dúvidas para quem arriscar-se a conhecer. Mais um ponto interessante sobre a banda, é que chegou-se a dizer que Weezer só fez sucesso por conta de seus clipes, que se não fosse por isso, não conquistariam tantos fãs, inverdade, isso é conversa de crítico frustrado.
Curiosidades a parte, tenho certeza que não falei tudo que gostaria sobre o Weezer, mas acho que o suficiente pra mostrar o quanto essa banda é criativa, faz a diferença e merece espaço na sua Cdteca ou na sua prateleira.
Discografia: 1994 - Weezer (Blue Album), 1996 - Pinkerton, 2001 - Weezer (Green Album), 2002 - Maladroit, 2005 - Make Believe, 2008 - Weezer (Red Album), 2009 - Raditude, 2010 - Hurley . Vou fechar diferente esse post, vou colocar dois vídeos, o clássico, “boddy holly” de 1996 e "Beverly Hills" de 2005

Saudações
Aleandro S.






terça-feira, 10 de agosto de 2010

Eric Gales Band


Devido a correria do dia a dia, o tempo vai passando e eu acabei ficando algumas semanas sem postar nada aqui, porém voltei com um post digno de uma reestréia, ainda mais porque hoje vou comentar sobre um power trio, que lá atrás quando resolvemos criar o blog eu pensei em comentar sobre ele no meu primeiro post. Eric Gales Band.
Eric Gales, afro-americano nascido em 1974 no Tennessee, começou a tocar guitarra aos 4 anos de idade, influenciado pelo seu irmão mais velho Eugene Gales.
Além de Eugene, os seus outros irmãos Daniel e Manuel também são músicos, fato que nos mostra que seu talento vem de berço
Aos 11 anos seu nome ja era conhecido nos clubes de blues da região, pois sua música possuia forte inspiração em Jimi Hendrix, além disso, apesar de ser destro, seu avô Dempsey Garrett o ensionou a tocar com a guitarra invertida e sem trocar as cordas, comparações positivas entre ele e Hendrix foram inevitáveis.
Em 1991, Eric Gales, seu irmão Eugene no Baixo e Hubert Crawford Jr. na bateria lançaram seu primeiro álbum já com o nome do trio Eric Gales Band, sendo também o título do álbum, foi muito bem aclamado tanto pelo público quanto pela crítica que já classificou o trio como "lenda".
Em 1993 lançaram o segundo álbum, Picture of a Thousand Faces na minha opinião, não só o melhor álbum deles, mas também um dos melhores álbuns já lançados.... exagero da minha parte? ouça e tire suas conclusões, destaque para algumas faixas como a Angel of the Night e a God Only Knows duas "quase" baladas com solos lindíssimos de guitarra, porém God Only Knows com uma pegada mais forte, destaque também para um cover dos Beatles, I Want You (She´s so Heavy), sem falar a faixa de abertura Paralyzed, perfeita para começar o álbum e já ter idéia do quem vem em seguida. Infelizmente esse álbum não teve boas vendas pois foi ofuscado pela cena grunge (também com ótimas bandas) que proliferava na época.
Após esse dois álbum Eric Gales fez outros trabalhos com os seus irmão e outros em carreira solo que também merecem destaque, porém não entrarei em tantos detalhes, pois o post é exclusivamente ao trio.
Sem mais papo furado, vou fazer bem diferente hoje deixo aqui não uma mas duas músicas, Picture of a Thousand Faces e God Only Knows na sequência, porque dessa vez a escolha foi de verdade muito difícil e quem não conhece vai entender o que eu to falando...
Espero que gostem

Eduardo F.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Rock Criativo - parte 2 - EELS


O Eels é uma banda americana bem diferente do que estamos acostumados a ouvir, é mais uma banda dificil e sem condições de rotular, influências como pop, jazz, folk, trip-hop, grunge, industrial, indie... enfim...ja diz tudo né? Eels é Eels.
Amparado na figura caricata de Mark Oliver, um nerd assumido, apelidado de “E”.
Mark foi um pouco precosse na música, aos 6 anos ja tocava bateria, na adolescência a morte de seu pai conturbou um pouco sua vida, mas isso parece que o provocou ainda mais seu gosto pela música e aprendeu a tocar violão sozinho.
Bom, o Eels nasceu em 1996 com o lançamento do primeiro album o “Beautiful Freak”, antes disso, é claro, outros projetos, EPs e Albuns que Mark Oliver fez sozinho e acompanhado foram lançados.
A discografia do Eels é basicamente baseada nas tragédias e alegrias que ocorreram na vida de Mark, para vocês terem uma idéia, entre os anos de 1996 e 1998 morre sua mãe de câncer, a irmã se suicídia e pra completar, alguns amigos próximos morrem nesse mesmo período, além disso a banda passa por troca de membros, ou seja, não deve ter sido nada fácil para Mark, mas isso tudo provou o quanto ele foi resistente, e fez nascer dai trabalhos ainda mais fortes e expressivos como o disco “Electro-Shock Blues”.
Toda a tragédia da vida de Mark é transformada de alguma maneira em algo contagiante e gostoso de se ouvir, instrumentos como banjo, violino, escaleta, clarinete, tímpanos e tampas de lixo são algumas das diferenças sonoras, além disso, tocar teclado sobre uma tábua de passar roupa, faz parte da apresentação divertida dos rapazes.
O Eels, é uma banda criativa, assim como o CAKE, que falei no post anterior e Weezer que ainda quero falar, todas elas bandas singulares, que fazem muito mais que música, transformam a maneira de fazer entretenimento, de fazer da vida e da tragédia uma obra prima, para se ouvir com a alma e com o coração.
A diacografia do Eels é indispensável, e pra você que acha que nunca ouviu Eels, eu posso arriscar a dizer que ouviu sim, pois com contrato assinado com a Dreamworks, Eels compôs músicas para os Filmes do Sherek. Vamos para a Discografia: 1996 - Beautiful Freak, 1998 - Electro-Shock Blues, 2000 - Daisies of the Galaxy, 2001 - Souljacker, 2003 - Shootenanny!, 2005 - Blinking Lights and Other Revelations, 2006 - With Strings: Live at Town Hall, 2008 - Yes Man, 2009 - Hombre Lobo: 12 Songs of Desire, 2009 - Transmissions Session, 2009 - Cobraside, 2010 - End Times e por fim também em 2010 - Tomorrow Morning.
Deixar alguma música emblemática pra vocês ouvirem acho dificil dentre tantas coisas boas e singulares, mas vou deixar uma das que mais pouco tocou, rsrs, , “Novocaine for the soul” do álbum “Beautiful Freak ” de 1996.


Saudações
Aleandro S